Meu Diário
24/07/2017 10h09
Poema do ão

Quando oiei a terra ardendu, num era quar fugueira di são joão,

era parte de rondonha se agastandu pelo chão.

As queimadas quando vista lá de cima, à noite, no avião

chegando à Porto Velho é de partir o coração.

Tem jeito mesmo não, os políticos de plantão se locupletam de montão.

É a tal ganância que os levam de antão, venha a nós a eles não.

Nós, são eles, eles, somos nós.

A beleza de se ver é a imensidão verde sobresaindo na escuridão;

o arvoredo espalhado e somente cortado pelo Madeira, Jamari e o Negão.

Há uma compensação, o mesmo que dá, pede de volta, né não?

Pois então, vão se ver lá adiante com o Criador, que é o mesmo do sertão

e o mesmo desta vasta imensidão.


Publicado por LuizcomZ em 24/07/2017 às 10h09