Meu Diário
03/02/2018 22h44
Porque Hoje é Sábado...

E me lembrei de Vinícius.

Hoje teve sol, muita intensidade. Tão claro, iluminando a cidade.

Hoje teve ondas variadas, cheias de marolas, diversão dos jovens surfistas.

Vendedor de churros, picolés, água de coco, refrigerantes e cervejas.

Teve até um haitiano vendendo óculos de sol e viseiras.

Muitas crianças, pranchas de body board e bolas de todo tipo.

Pais atletas e nem tão atletas assim, mães magrinhas, gordinhas, porém, todos felizes e harmoniosos.

Cachorros, esses não faltam. Preto, branco, malhado, cinza, de raça, sem raça definida, magros, obesos, com caudas, sem caudas, orelhas eretas, caídas e mordidas. Todos famintos à procura de algo para comer.

Muitas garrafas pets, chinelos sem par, tênis também. Entre tantas bugigangas, um céu de estrelas do mar, conchas de toda forma, tamanho e cores.

Barcos de pescadores mantendo a distância da praia, embelezam com suas cores chamativas e reluzentes, uma forma de serem vistos caso estejam à deriva.

Bandos de gaivotas e quero-queros revoando em rasantes por sobre os banhistas migram de ilhas em ilhas levando sementes que em breve florescerão abundantes vegetações.

Hoje é sábado e tem praia limpa e sol marcante.

É verão e todos que aqui estão não tem outra preocupação a não ser aproveitar o momento, o encontro, a harmonia, o congraçamento e a união.

Porque hoje é sábado.


Publicado por LuizcomZ em 03/02/2018 às 22h44
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original ("Você deve citar a autoria de Luiz Antonio de Campos e o site www.luizcomz.com"). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
24/01/2018 12h22
Água, sabe usar?

O Que se gasta de água por dia.

Na manhã de ontem, 23 de janeiro, como de costume fui à Panificadora Maykon tomar um café. Antunes estava chegando e me convidou para o café, rápido e servil como sempre. Aceitei. Apesar de ser um ótimo contador de causos e piadista, desta vez ele trouxe uma informação muito útil a todos. Como a maioria dos moradores da região sabem, ele é proprietário de um auto fossa, A Americana, como ele costuma dizer, de bosta eu entendo. O artigo à frente é de Antunes, imagino eu. Também ele, manteve durante certo tempo uma pousada. E uma das suas preocupações, esta ligada ao trabalho de limpeza de fossas, ele percebeu que algumas vezes o problema não era do excesso de “volume sólido”, mas de areia, aquela que vem dentro das sungas e biquínis, ou grudada ao corpo, cabelos, enfim, e fez a seguinte conta.

Uma casa com quarenta pessoas, se, cada uma tomar dois banhos por dia, escovar os dentes duas vezes por dia, ir ao banheiro 4 vezes por dia, seja para o número um ou dois, não incluso ai lavagem de roupas e a louça da cozinha. Ele sugere que ao tomar banho, coloque uma bacia dessas de pvc reciclado, de 20 litros, entre dentro da banheira e tome banho; você perceberá que ela estará cheia em um minuto; isso para um chuveiro de volume normal, razoável, portanto, em cinco minutos no banho com o chuveiro ligado, são 100 (cem) litros de água. Poucos tomam banho em cinco minutos. A descarga, cada vez que se usa, são 10 litros d’água. Para se escovar os dentes, 5 litros d’água. Vamos às contas. São 130 litros per capita ao dia. Multiplicando por 40 pessoas, caso seja uma pousada pequena, 5.200 litros de água/dia. Acontece que, cada caixa de esgoto, ou fossa, tem capacidade para 10.000 litros em média. Em dois dias sua fossa está cheia. Caso ela não esteja cheia, pode haver vazando ou o encharcamento do terreno, que por hora está absorvendo o excesso, tão logo encherá a fossa fazendo com que o vaso sanitário transborde. Agora, faça a proporção para a sua realidade. Quantas pessoas moram com você? Multiplique pelo consumo mínimo diário e terás uma surpresa.

#ficaadicadoantunes


Publicado por LuizcomZ em 24/01/2018 às 12h22
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06/12/2017 15h42
Resposta x Explicação

Tenho a Resposta, aprendi? Não.

Preciso da Explicação!

...


Publicado por LuizcomZ em 06/12/2017 às 15h42
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03/12/2017 01h20
Lua, Luar. Dual.

O mal não é o que entra pela boca...

Existe algo mais belo que a luz da lua?

Existe. A lua.

Sem ela não há luar, nem luz, só penumbra;

Como pode existir o breu sem a luz?

O mal por sua vez só existe pela falta do bem. 

A saudade só acontece pela ausência de alguém.

A saúde quando não está presente nos faz viver recluso e depauperado.

E o que falar da alegria quando se deixa dominar pela tristeza.

O frio e o calor.

A noite e o dia.

A brisa e a ventania.

A calma e a correria.

A desilusão e o amor.

Dualidade. Para tudo existe uma contrapartida.

Quando saímos de casa, saímos para o outro.

Outro sistema, outra cultura, outros modos, outras maneiras.

Se não soubermos viver a vida do outro, não devemos sair da zona de conforto. Mas, se não buscarmos a dualidade, a individualidade não nos faz progredir. Estacionamos, ficamos ranzinzas, intolerantes, chatos.

Oportunidades inúmeras, aos montes, surgem diariamente para a nossa evolução. Engana-se quem pensa que tudo é igual todos os dias.

Nada é igual por mais igual que possa parecer. O tempo é outro. Deixamos de viver uma experiência a cada momento quando não valorizamos o tempo.

Tudo o que sai de nossa boca, tudo o que falamos não volta, não é esquecido. Pode ser entendido e absorvido, mas nunca mais será ouvido de modo diferente do que se quiz dizer. É importante ter cuidado com o que se diz, como se diz. 

É primordial que uma pessoa que se aproxime de nós, ao sair, saia com uma boa impressão, saia melhor de que quando chegou. Temos que servir de melhoria aos que nos procuram. Não quero me tornar repetitivo, porém, minha fonte me convida a citá-lo sempre que necessário.

O Mestre dos mestres disse que veio ao mundo para servir e não para ser servido.

Seguir servido no caminho que Ele nos mostrou é a melhor maneira de ser útil de alguma maneira.

Se falar é prata, ouvir é ouro!


Publicado por LuizcomZ em 03/12/2017 às 01h20
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23/11/2017 22h33
A viagem que ainda não terminou

Quanto vale a propriedade intelectual?

A senilidade se percebe pelo declínio gradual de todos os sistemas do corpo: cardiovascular, respiratório, genital, urinário, endócrino e imunológico. Está assim descrito na busca da Wikipedia. De forma comum e popular, é tida como um estado decrépito, no sentido de que, estando em idade avançada e levando em conta o que envolve todo um histórico precedente, dos quais o estresse é fator determinante, porém, essa condição não se retrata na sua atividade diária em todos, não é uma regra, portanto.

Há aqueles que mantém sua capacidade cognitiva e habilidades normais em tarefas corriqueiras sem danos. O fato é, nascemos crianças e chegamos à velhice como crianças. Observando meu amigo, tio de minha esposa, noto esta particularidade tanto pela descrição quanto pela exceção. Em situações diversas do dia a dia, as perguntas se repetem inúmeras vezes. Aquilo que parecia explicado, necessita nova orientação e com a mesma atenção como se fora a primeira vez. Entre uma fala e outra, a dúvida. Ao sair, o medo. Uma referência, a companheira. Sem ela as coisas se complicam; a toalha some, o chinelo desaparece, o interruptor de luz nunca está no mesmo lugar. No entanto, a conversa flui ainda que nostálgica, na sua maioria de caserna, lúcida, macia e farta. Uma distração, o compromisso com as cruzadas. Na caça às palavras o dia passa a noite é de fato uma criança. Isso é uma das atividades que o mantém em seu mundo de ideias. Varrer o jardim, essa tarefa me foi tirada, é a maneira pela qual eu encontro muitas das frases, crônicas inteiras quando estou absorto nessa tarefa, no entanto, sua disposição para tal é tamanha que não me atrevo a contrariá-lo.

Nesta próxima terça-feira, 28, chega um compadre dele, meu sogro. Essa amizade rendeu muitas aventuras num passado recente. Certamente as lembranças aflorarão e teremos bons motivos para boas gargalhadas. Recordo-me certa vez, ele me ofereceu uma carona, tinha um Chevrolet Caravan, azul piscina ou algo próximo desse tom, no caminho ele me falou com ar de superioridade e certeza, sabe de uma coisa Luiz, esse carro quando passa impõe respeito nos outros, ele é grande, vistoso, se destaca. Como discordar de uma opinião, uma preferência impar e pessoal? Concordei e seguimos chamando a atenção de quem passava, por nós, naturalmente. Ele dirigia bem devagar e o motor já não tinha o mesmo torque dos carros mais novos. Dele também há um bordão que mudou a letra de uma cantiga de roda, que na infância de muita gente fez coro em uníssono. Dona chica! Atirei o pau no gato, (e neste ponto ele parava, ficava dois segundos em silêncio e concluía) ... e o gato comeu! Dizia isso sempre que queria chamar a atenção para um determinado fato e de maneira sarcástica, era para entender que, ele jogou o verde e colheu o maduro, ou que, a carapuça serviu em quem de direito. Hoje sua rotina é lenta, porém, continua, assertiva naquilo que o impressiona e desperta. Não tem muitas expectativas, pelo menos é o que demonstra. Indagado se havia se arrependido de algo que pudesse ter feito ou deixado de fazê-lo, não demorou para concluir que – Eu tenho certeza de que fiz do jeito certo, nada de errado naquilo que eu tracei, entrei para o quartel, dos meus irmãos eu fui o único que seguiu carreira, todos serviram, mas só eu fiquei. Não sou bobo nem nada. Meu pai era Carpinteiro, minha lavava roupas para fora, erámos pobres, o negócio era seguir a carreira militar, um baita emprego! Quando temos a chance de conversar com alguém mais velho, mais experiente, devemos agradecer a Deus pela oportunidade, são histórias, causos, lembranças que certamente passaremos ou passamos e não as percebemos. Há uma relíquia intelectual importante a ser explorada e conservada.

Fico muito contente em conversar com ele e poder de alguma maneira auxiliá-lo em tarefas simples e corriqueira que por vezes ele demonstra uma certa dificuldade, como quando me pergunta não uma, mas três ou quatro vezes, onde é que acende a luz do quarto onde estão as malas. Ou se o banheiro dos fundos está certinho para tomar banho, se a água está no morno. Mas se dispõe de boa vontade e rapidez para auxiliar na arrumação das coisas, a mesa do café, do almoço, recolher as coisas que ficam para fora, cadeiras, almofadas, vassouras, enfim, tudo naturalmente.


Publicado por LuizcomZ em 23/11/2017 às 22h33
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