Textos


KARDEC  OU  SPIELBERG?



Em 6 de Janeiro de 1868, Hippolyte Léon
Denizard Rivail
 posteriormente veio a ser conhecido
como Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita,
publicou o 5º Livro do Pentateuco, A Gênese.
Em 2 de Julho de 1997, Steven Spielberg
produziu e lançou com direção de Barry Sonnenfeld,
nos papéis principais, Tommy Lee Jones e Will
Smith
, coadjuvados pela belíssima Linda Fiorentino,
sem querer ser redundante, o primeiro filme da trilogia M.I.B. (Homens de Preto). Na cena final, numa esquina qualquer da cidade Nova Iorque, Will Smith
no posto de titular do bureau responsável pela captura
e controle de alienígenas no planeta terra, visto a inesperada aposentadoria do Agente K (Jones), a grua se afasta da personagem num plano vertical sem volta
e cada vez mais distante, vai mostrando a esquina,
o bairro, a cidade, o país, o continente, a terra, a via
láctea, e continua numa velocidade estonteante em
direção a mundos inimagináveis, até o ponto em que
um enorme ET, pega uma bola de gude e brincando
de bolita, com a nossa galáxia, da por termos
a expansão e nos deixa a pensar.
De onde saiu aquela cena?
Quem teve essa brilhante ideia?
Bem, como nesse universo de ilusão da sétima arte tudo é possível, fiquemos com a imaginação apenas.
O que tem a ver Kardec com o texto?
Em sua Gênese, datada há 129 anos ao lançamento do filme, vamos encontrar algo bem próximo ou parecido demais para também não imaginar de onde possa ter saído essa ideia genial da grandeza do Universo.

Transcrevo a íntegra do Cap. 6 da Gênese - item 1 de 8 a 12.  Apenas os termos que nos remete ao assunto:
"8 Para figurarmos, quanto no-lo permitam as
nossas limitadas faculdades a infinidade do espaço,
suponhamos que, partindo da terra, perdida no meio
do infinito, para um ponto qualquer do Universo, com
a velocidade prodigiosa da centelha elétrica, que
percorre milhares de léguas por segundo, e que,
havendo percorridos milhões de léguas mal tenhamos
deixado este globo, nos achamos num lugar donde o
divisamos sob o aspecto de pálida estrela.
9 Passado um instante, seguindo sempre a mesma
direção, chegamos a essas estrelas longínquas que
mal percebeis da vossa estação terrestre. Daí, não
só a Terra nos desaparece inteiramente do olhar nas
profundezas do céu, como também o próprio Sol,
com todo o seu esplendor, se há eclipsado pela
extensão que dele nos separa.
10 Animados sempre da mesma velocidade do
relâmpago, a cada passo que avançamos na
extensão, transpomos sistemas de mundos, ilhas
de luz etérea, estradas estelíferas, paragens
suntuosas onde Deus semeou mundos na mesma
profusão com que semeou as plantas nas pradarias
terrenas.
11 Ora, há apenas poucos minutos que
caminhas e já centenas de milhões de milhões de
léguas nos separam da terra, bilhões de mundos
nos passaram sob as vistas e, entretanto, escutai!
Em realidade, não avançamos um só passo no
Universo.
12 Se continuarmos durante anos, séculos, milhares
de séculos, milhões de períodos cem vezes seculares
e sempre com a mesma velocidade do relâmpago,
nem um passo igualmente teremos avançado, qualquer
que seja o lado para onde nos dirijamos e qualquer
que seja o ponto para onde nos encaminhemos,
a partir desse grãozinho invisível  donde saímos e a
que  chamamos Terra. Eis ai o que é o espaço!"

Sinceramente? Qualquer semelhança, terá(?) sido
mera coincidência! Diria que é algo há examinar
com muita calma e boa vontade.


 
LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 28/04/2014
Alterado em 08/01/2015


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