Textos


A dor e o tempo
As coisas naturais são constantes lições de paciência ao nosso redor. Tudo neste mundo nos ensina duas lições fundamentais. A da evolução e da imortalidade. Porque tudo se desenvolve para o futuro e tudo morre para renascer. A ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A filosofia, ainda que em suas correntes mais atuais e menos positivas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
A questão número 738 de O.L.E. nos traz a seguinte narrativa: avaliamos a dor pela medida do tempo. Um século do nosso mundo é um relâmpago na eternidade.
É preciso consciência e maturidade para compreender tal definição. Sendo nós um espirito universal e eterno, o caminho sendo longo, não se trata de pressa, mas de persistência e obstinação. Leon Denis nos ensina que, a dor é uma lei de equilíbrio e educação. Como educar sem a prova? Como em nossa formação acadêmica, o passar de ano, equivale a entrar na vida espiritual com a experiência positiva de cada encarnação, mas, a recíproca ao negativo é igual. Afinal, tudo sai perfeito das mãos de Deus, assim definiu Rousseau. Na verdade, sabemos bem disso, nossas conveniências é que nos afastam do caminho da cientificação. Assim como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias, parafraseando o Irmão Saulo.
Portanto, a dor, ao contrário do que entendemos, é instrumento de lapidação e ressocialização. Quantos se transformam em relação às divergências e tabus antes instransponíveis. Aproveite sua dor e agradeça pelo ensino.

 
LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 01/12/2017
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