Textos


A cruz e a forca

Que os dois eram cabeludos e usavam túnicas, isso é fato.
Que tinham barbas expressivas e marcantes, também já sabíamos.
Que andavam frequentemente de sandálias e por vezes descalços, tudo certo.
Tinham cargos importantes, um era rei o outro alferes.
Ambos eram palestrantes, falavam ao público com maestria e sempre arrebatavam multidões.
Defendiam a liberdade, pregavam a justiça e defendiam os menos favorecidos.
Andavam sempre acompanhados de inúmeros companheiros e discípulos.
Um morava na América do Sul, no Brasil, mais precisamente em Ritápolis, Minas Gerais.
O outro morava num planalto nas montanhas da Judéia, entre o Mediterrâneo e o Mar Morto, é um distrito administrado por Israel e vive em constante conflito, como sempre, aliás, Jerusalém.
Esperem um pouco! A distância é enorme. Há um oceano entre os dois, um mar inteiro, ainda que morto, mas a distância geográfica não pode ser ignorada.
Como é que alguém pode confundir Jesus Cristo com Tiradentes?
Se ‘ele’ crucificou Tiradentes, será que esquartejou Jesus?
Hó, céus!
O que esperar de uma pessoa que assumiu publicamente que não gosta de ler, não gosta de estudar, tem pavor de escola e ainda acha perda de tempo ficar cinco, seis anos num banco de faculdade para ganhar uma miséria depois. Melhor é ser político, segundo ‘esse’ sujeito, político é o camarada mais honesto e corajoso que existe, afinal, afirma ‘ele’, todos os anos ele vai de cara limpa no palanque pedir o voto do eleitor, mesmo que não tenha feito nada, e ainda por cima cheio de processos administrativos e “otras cositas mas”.
Quem é ‘ele’?
Precisa escrever o nome?
Começa com L e termina com A, tem quatro letras.

 
LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 03/02/2018
Alterado em 04/02/2018
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