Textos


Uma conversa franca com o Sol...

 
Você voltou! Por quantos dias ficastes fora?
Eu sempre estive fora, ou, não te apercebestes disso?

Pois então, caro amigo, direi a ti meu parecer acerca de sua majestosa figura.
Estou ansioso pela narrativa.
Ouça, então.
Todos os dias o vejo, não só o vejo como sinto-o;
Afinal, mesmo não abrindo minha janela, faz-me sentir teu abraço, quente, é verdade, mas qual senão esse teu propósito;
Me pego a perguntar, se feliz ou triste ficas ao não me ver a te olhar, pois bem sabes, nem sempre estou cá fora, ainda mais em dias de chuva e frio.
Como disse, quando tu não vens, oh! majestoso, ponho-me a ocupar-me de coisas outras que não as tarefas externas.
Mas, curioso, falaste a pouco que nunca deixou de vir e que sempre esteve do lado de fora. Como pode tal afirmação, sendo eu prova viva de que tua presença nem sempre é possível avistar e sequer sentir?
Saibas tu, meu caro, ainda que as nuvens densas e escuras me impossibilitem mostrar-me através das sombras e do calor em sua epiderme, ainda assim estou do lado de fora, por detrás às nuvens e tempestades. Ou julgas ser o único a merecer meus préstimos? Sendo assim, quanto egoísmo ostenta!
Dizes-me tu, Oh! radiante, que esteves lá todos esses dias de chuva e nuvens.
Evidente que sim. Como então encontrarias seus pertences e o caminho de volta para casa sem minha presença?
O fato de eu não ser visto, não significa que eu deixei de sair, ou, menos ainda de existir.
Quanto a pensares que eu possa ficar feliz ou triste pelo fato de não estar a me receber através de sua janela, digo apenas que foste tu o perdedor, afinal, perdeste a oportunidade de vencer alguns entraves que só minha opalescência lhe proporciona, visto que somente progredimos à custas de obstáculos.
É certo o que dizes. Não havia observado tal propósito
Sendo assim, mesmo a mais insignificante criatura não sabendo de tudo que és capaz, deveria ainda assim, curvar-se genuflexo, diante tamanha imponência, agradecidos; digo-lhe, oh! soberano de nossa galáxia, doravante de ti não olvidarei, grato serei em todos os dias que os olhos abrir.
Grato, pela luz de sempre!
LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 02/10/2019
Alterado em 02/10/2019
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