Textos


A busca pelo açúcar nosso de cada dia...

Nesta terça-feira 10 de Julho, no período entre 18 e 19 horas,
estava com a solitária inquieta e compulsivamente consumidora,
que empreendi uma aventura quase sagaz, na busca ao doce
mais doce que o doce de batata doce de marrom glacê da Cica.
Deixei minha esposa na sessão de fisioterapia na Orthos e a pé,
fui em direção ao Bar do Canto. Como sempre, escolhi minha
guloseima e fiquei em pé junto ao balcão esperando
ser atendido. À medida que outros clientes iam chegando,
fui sendo naturalmente empurrado para o ‘canto’ do balcão
do Bar do Canto. Percebendo que fui ficando esquecido
na outra extremidade, resolvi voltar mais para o meio.
Nada. Quando uma família que acabara de chegar vindo
de uma das academias próxima dali, foi atendida justamente
do meu lado, fui até o caixa e lá encontrei uma senhora de
óculos, provavelmente a dona, conferindo a grana que
estava no caixa. Perguntei calmamente a ela:
‘- Senhora... Existe alguma confeitaria aqui por perto que
venda doces e bolos?’ Olhou para mim e perguntou...
‘- O senhor sabe onde é a 7? ... Pois então, desça até a
7 de Setembro, vire em direção ao Mercado do 1 e
bem em frente tem a Panificadora Roma, lá tem doces!’.
Agradeci e calmamente sai do estabelecimento indo em
direção ao concorrente que ela havia me indicado.
Nem ao menos se deu ao ‘trabalho’ de perguntar o
porquê de minha indagação. Lembrei então, que descendo
a Campos Sales, tem uma confeitaria, próximo à Marisa
(... de mulher pra mulher... Mariiisa). Fechado.
Voltei o pé em direção ao princípio deparando-me
com outro comercio: ‘Doce Vida’. Vende açaí e outras
guloseimas. A funcionária atrás do balcão virou-se em
minha direção numa gargalhada de fazer inveja e despertar
curiosidade, não me perguntou nada e muito menos
cumprimentou, ficou em minha frente rindo para outra
funcionária por trás de uma cortina. Perguntei:
‘- Quanto custa a fatia dessas tortas?’ Resposta:
’- É assim... Você (!) pega a gente cobra. ’  
Virou-se novamente para a direção da cortina e
continuou a risada. Por uns poucos segundos observei que
o atendimento estava encerrado, virei-me em direção à
saída e lentamente deixei o recinto sem comer meu tão
ansiado pedaço de torta. Voltando em direção à Orthos,
passando em frente ao Sandubas, observei a máquina de
milk-shake da Taylor, pensei: ‘- Vou pedir um ‘Ovomaltine’
e resolvo esse problema’. Parei em frente ao balcão de
sorvetes e numa distância de uns 6 metros mais ou menos,
no caixa, uma moça olhou em minha direção e fiz um gesto
apontando para a máquina pedindo para ser atendido ali.
Do caixa ela chamou a atenção de uma garçonete que estava
próxima arrumando as mesas, que me atendesse.
Esta, por sua vez, fez um gesto com o pescoço e um bico
enorme feito com os lábios no sentido de apontar em minha
direção e balançando a cabeça para outra funcionária que
estava mais afastada ainda, me atender. A que estava mais
longe, entrou, por trás do balcão e foi buscar alguma coisa,
pensei que poderia ser a comanda. Mais uma vez 'elas’
me enganaram. Nada disso, deu a volta e sumiu para o
outro lado nos fundos. Sai novamente bem devagar,
caminhei em direção à calçada e ainda pude ouvir uma
delas dizendo... ‘- Ué!!!? Ele foi embora’.
Chegando à Orthos, vi na esquina seguinte um bar,s
implório de fachada desbotada e com o desenho
de um sorvete escrito, ‘Sorveteria Tucumã’. 
Fui até a calçada e antes mesmo de entrar, foi visível
o sorriso do proprietário ao me avistar...
‘- Pois não o senhor deseja...?’ Fez questão de me explicar
quais os sabores que tinha e o tipo de componente.
Seduziu-me com o sabor de Tucumã. Após uma longa e
desgastante caminhada, enfim, recompensado com
um atendimento de primeira.
Às vezes, o bom atendimento vem de onde menos se espera!

LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 14/07/2012


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