


03:49 Acordando agora.
O retinir sonido me trouxe de volta do sono que, se sonhava, já me esqueci. Tem sido perene em dias recentes para a nova, e, ainda que antagônica, feliz realidade.
Fato é que o cansaço físico é aparente é indisfarçável. Levanto. Sento-me na cama e antes de qualquer coisa, se me ponho a levantar, faço minha oração de gratidão pelo dia que me vejo inserido. Simples. Um, “bom dia Deus!” seria o suficiente. Mas o fato de ver pela janela a exuberância da floresta à minha frente, de ouvir um incontável número de pássaros a chilrear, preciso dizer, grato pela visão e audição. Ao lado, no aparador, uma garrafa d’água que por gosto e necessidade bebo ao me levantar, então, grato pela água.
E o agradecimento segue, o respirar, o alimento, as medicações, o caminhar, o pensar, o falar, e assim tem sido desde que a consciência me chamou à observância.
Nesse ritmo passam alguns poucos minutos em agradecimento pelo simples que me serve, porém, sem os quais, a vida poderia ser bem menos agradável e interessante.
A esta altura da escrita, já lavei o pouco da louça que ficou da ceia noturna, fiz o preparado de limão, mel, própolis, gengibre, açafrão e pimenta, um antiinflamatório que, como se diz, se não é o ideal, mau não faz. E, claro, não poderia deixar de fazer o café. Ao que chamo de um abraço quente, como de fato é.
O som da madrugada se foi, substituído pelo som da manhã e a este ponto, o ruído tem mais ação do homem que dos pássaros.
Mas, como estou bem, e, grato por isso, preciso reconhecer que estou vivendo um Feliz Sábado!