Textos


Quando nos deparamos com situações que não podemos deixar de presenciar, de viver, fatos que mais cedo ou mais tarde se nos depara, como acompanhar o ocaso do Mamor, que vem ser o de quem, como ele, chegue a essa idade e em condições semelhantes, isso faz com que o pensamento se enverede para uma reflexão: afinal, a tal felicidade existiu um dia em nossas vidas? Desejamos tanto, amealhamos tanto, litigamos por migalhas, trabalhamos tanto para no fim esperar que alguém nos dê água por um  canudinho, pergunte se está bom nesta posição, se naquela, sentado ou de lado, e, se está com a fralda úmida; para isso vivemos tanto?

Afinal, o que é ser feliz?

Esse tipo de reflexão me lembra uma ideia muito bonita:

“A alegria é episódica; a felicidade é um estado de ser.”

Podemos perder a alegria por um momento — diante de uma notícia triste, de uma perda ou de uma decepção. Mas a felicidade, entendida como harmonia interior, pode permanecer. Ela não ignora a dor; apenas não se deixa governar por ela. Ela é mais forte que a dor.

Há uma passagem de O Profeta, li esse livro há muitos anos, guardei-o por outros tantos anos, nele, há  algo semelhante: a alegria e a tristeza bebem da mesma fonte.

Quanto mais profunda a capacidade de sentir, maior também a possibilidade de experimentar uma felicidade madura, que não depende apenas dos acontecimentos.

Nossa sensibilidade amadurecida percebe um significado mais profundo nos acontecimentos. Ela nos faz sofrer, sim, mas também ensina. Nos alegra, mas sem se apegar. Descobrimos beleza nas coisas simples, gratidão nos pequenos gestos e crescimento até nas dificuldades.

Desejo que o sábado, e os próximos dias, sejam marcados por essa serenidade: não a felicidade ruidosa das conquistas passageiras, mas a paz silenciosa de quem está em sintonia com a própria consciência e com aquilo que considera verdadeiro.

Dentro do seu próprio limite de compreensão e expectativa.

Feliz Sábado!

LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 27/06/2026
Alterado em 27/06/2026


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