Textos


Isolamento x Solidão
 
​​​​​​É preciso saber viver!
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Fotos ao final do texto (serão inseridas na medida que forem encontradas)

Há males que vem para o bem. Não me refiro à pandemia. Por esta, apenas respeito, mas não lhe dou crédito; não lhe permito intrometer-se em minha vida. Sei que espreita a todos, mas acima de tudo há uma Lei Maior. Por quê ou por quem se isola? E afinal, qual o propósito do isolamento? Por acaso já não vivia no isolamento? Dê uma olhada no seu CPE, curriculum pessoal emocional. Eras comunicativo, expansivo, agregador? Os amigos, parentes, lhes sentiam prazer em estar com você? Suas ideias eram correspondidas, ou acatadas? Então, qual a diferença entre isolamento e solidão?
Nestes meses passados recente, me foi impingido uma liminar totalmente absurda e sem o menor critério abrangente, portanto, atendendo apenas o anseio individual de um ser introspectivo, embora pareça o contrário, até pela formação seria plausível um comportamento mais humanitário, solidário e menos otário.
A tal liminar, composta pela mente distanciada da realidade cultural em que vive, refiro-me à cultura no que concerne à compreensão de cultuar algo. Música, por exemplo. Se a pessoa não sabe discernir entre estilos musicais, como quer decidir sobre tal fato? Com que propriedade se reveste para impedir alguém de ouvir música?
Muitas perguntas, não é mesmo! O fato é que o tal bem que adveio do mal, é que pude nestes dias sem música ao vivo, conhecer quem de fato frequenta o ambiente pelo puro prazer, por sentir-se bem, por estar à vontade, como se estivesse em casa.
Ainda que eu tivesse o melhor e mais virtuoso músico, a melhor banda, o coral mais afinado, se eu não estivesse presente com minha alma, de nada adiantaria. Isto de fato aconteceu. Percebi e ficou claro quem gosta da energia que emana do local, de quem os recebem e de como os recebem. A playlist continua a mesma, com inclusões sempre de novas canções. E, como digo sempre, não é negociável. Ela é soberana. E são basicamente quatro estilos. Blues, Jazz, Bossa Nova e Rock, este últimos com critérios, apenas os da década de 1970 e antes. Algumas exceções às bandas nacionais, destaques para as bandas gaúchas, brasilienses e dos porões paulistanos. Enfim, como disse, sempre é possível inclusões. Mas o que importa é saber que nesse interim, foi possível perceber essa diferença. Superficialidade não combina com realização de fato. Construir edifícios às virtudes e cavar masmorras aos vícios, eis tudo. E só com estudo se consegue tal propósito.
Uma vez que as coisas mais bonitas, inspiradoras, agregadoras, é exatamente o perfume dos homens que deixam algo a ser percebido. O que tem deixado para ser lembrado? Do que é motivado? Agradar ou agrandar? Passaram pessoas que queriam apenas ser agradáveis, outros, queriam ser agradados; há também os que tornaram ainda maior sua presença, agrandaram o ambiente com suas informações, suas histórias, suas emoções; e não pediram nada em troca. A recíproca é verdadeira, também lhes fora agrandados pelos que os atendiam e ainda hão de atendê-los. Neste ponto, noto o significado de Isolamento como estar afastado, longe dos demais e principalmente de si; mesmo tento o privilégio da moradia em frente ao mar, vivem presos e preocupados com quem passa na rua ou senta-se à beira mar, se intrometem na vida de quem nem ao menos conhecem com suas luminárias mal intencionadas e de puro voyeurismo, enfim, presos em suas entranhas devorados pela ausência de amigos, parentes, colegas de trabalho; visitas, apenas de entregadores, mesmo assim, no mais afastado canto, longe dos latidos ensurdecedores dos cães antissociais. É assim que os vejo. Solidão, é estar consigo mesmo, rodeado de pessoas, porém centrado em suas convicções, seus pertences intelectuais, sua essência, mas, interagindo, fluindo na corrente do bem, e “abraçado” aos demais.
Não há e nunca haverá liminar que me possa emudecer nesse sentido, o local que me foi oportunizado e transformei em santuário para o engrandecimento cultural, moral e de lazer proativo, nenhum juiz, desembargador ou banca de advogados conseguirá, sequer, entender o que ali se passa. Lamento pela frustração causada a tantos, mas o KYOZKY, é um lugar do caralho!

Em tempo:
A música em destaque no link acima, apesar da apologia às drogas lícitas e ilícitas, não reflete o ambiente no KYOZKY. Lá as pessoas estão sempre chapadas de alegria, amizade e muito amor.
A propósito, a cerveja não é barata, é de qualidade, portanto, o preço é justo!

Quem demanda o que quer, precisa ler ou ouvir o que não quer!


LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 13/02/2021
Alterado em 17/02/2021


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